06 Fev 09:32
Natal

Clima em Natal

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Negócios em Evidência

Negócios pujantes no Estado

Mineração
Na região do Seridó, o Estado tem um enorme e crescente potencial mineral, com jazidas de scheelita, tungstênio e caulim, entre outros. Será instalado um laboratório de análises minerais em Parelhas para tirar os mineradores das mãos dos atravessadores. O Centro Tecnológico do Minério de Currais Novos vai fortalecer o setor. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico está elaborando um novo mapa geológico do Rio Grande do Norte, que deverá estar pronto até o final deste ano.

Transnordestina
Há compromisso obtido junto à Presidência da República para inclusão do Rio Grande do Norte na rota ferroviária da Transnordestina, será iniciado o estudo de viabilidade econômica para a construção do ramal Mossoró/entroncamento com o ramal Macau/Natal. Isso facilitará o escoamento da produção de sal, cimento, granito, frutas, camarão e petróleo. São aproximadamente 130 quilômetros de extensão e custos da ordem de 65 milhões de reais. A restauração do ramal existente entre Macau e Natal, de 240 quilômetros, está orçado em 32 milhões de reais.

Carcinicultura
A carcinicultura, (cultivo de camarão em cativeiro) é uma das principais atividades econômicas do Rio Grande do Norte atualmente. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Criadores de Camarão, o Estado contabiliza 362 fazendas de cultivo distribuídas por uma área de 5.402 hectares. No primeiro trimestre de 2005, foram exportadas 4,7 mil toneladas do crustáceo, aproximadamente 80% da produção potiguar. Isto garantiu a manutenção do Rio Grande do Norte como maior exportador e produtor de camarão do País. Estima-se que a atividade gere hoje cerca de 30 mil empregos entre diretos e indiretos no Estado. A produção está concentrada principalmente nos municípios de Canguaretama, Pendências, Maxaranguape, São Gonçalo do Amarante e Mossoró.

Sal
O Rio Grande do Norte é o maior produtor nacional de sal, respondendo por 90% de tudo o que se consome no País. A produção se concentra principalmente nos municípios de Macau, Mossoró e Areia Branca. Em 2004, o Estado produziu 4,82 milhões de toneladas. O parque salineiro potiguar possui capacidade para produzir até 13 milhões de toneladas de sal por ano. Pelo menos 50% do sal produzido pelas empresas potiguares é destinado à indústria química, situada em grande parte na Bahia e em São Paulo. O parque salineiro potiguar emprega cerca 15 mil pessoas e tem estrutura moderna.

Fruticultura
O Estado do Rio Grande do Norte – RN, apresenta condições climáticas extremamente favoráveis ao cultivo de fruteiras adaptadas ao clima tropical. Com a utilização da irrigação, tem sido possível produzir, com qualidade, uma grande variedade de frutas, destinadas ao mercado nacional e internacional. Hoje, depois do Pólo Petrolina-Juazeiro – nos Estados de Pernambuco e Bahia – o RN é o segundo maior produtor de frutas tropicais irrigadas do Brasil e o principal produtor e exportador de melão. A área agrícola irrigada no RN está em torno de 20.000 ha, dos quais 90% situada no Pólo Açu-Mossoró. As principais culturas plantadas são: melão, banana e manga. Outras culturas, como a do coco e a do caju, tradicionalmente exploradas como de sequeiro, já estão sendo trabalhadas em áreas irrigadas, apresentando excelentes níveis de produtividade.
No primeiro quadrimestre deste ano, foram exportados US$ 31 milhões apenas em frutas, em média 30% a mais que no mesmo período do ano passado. Os destaques foram o melão, a banana, a castanha de caju e o mamão. No caso da castanha de caju, no primeiro quadrimestre de 2005, teve vendas ao exterior num total de US$ 15,3 milhões, um volume 90% superior ao registrado nos primeiros quatro meses de 2004.

Setor Imobiliário
O Setor imobiliário vive um grande boom no Rio Grande do Norte e em Natal em particular. Os novos lançamentos, que somaram investimentos de R$ 120 milhões no ano passado somente este ano, até abril, já somavam R$ 90 milhões. A expectativa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado é de que o crescimento do setor este ano seja de 8%. Na esteira desse crescimento, o gigante Alphaville lançou, em fevereiro de 2005, o seu Alphaville Natal. Os 913 lotes, que tinha previsão de serem comercializados em três meses, foram vendidos em apenas oito horas. A AlphaVille Urbanismo está investindo cerca de R$ 35 milhões para a implantação do empreendimento, e deve concluir as obras de infra-estrutura num prazo de 24 meses. A maior concentração de novos investimentos imobiliários concentra-se ao longo do litoral e, na região urbana, na Praia de Ponta Negra, onde a valorização do metro quadrado, nos último dez anos, chega a espantosos 3000% (segundo dados do Conselho Regional de Coretores de Imóveis do Estado). Além disso, grupos noruegueses, portugueses, franceses e catalãos têm apostado alto em projetos de luxo destinados a clientes europeus. São resorts, condomínios fechados e hotéis em profusão, concentrados principalmente em praias como São Miguel do Gostoso, Muriú, Pitangui e Perobas (no litoral Norte) e Baía Formosa, Búzios, Tabatinga, Barra de Cunhaú e Pipa (no litoral Sul).

Terminal pesqueiro
Há recursos no OGU, na Secretaria Especial de Pesca, do Governo do Estado e a participação da iniciativa privada. Inclui um centro de recuperação de barcos e uma escola de estaleiros. Mil barcos no entorno que hoje procuram as Bahamas e o Uruguai. Estes barcos trabalham principalmente na pesca do atum em águas profundas.

Importância da Transposição do Rio São Francisco

A transposição retirará 1% da água do São Francisco (um dos maiores rios do País e que deságua na divisa entre os estados de Sergipe e Bahia). Desse volume de água, dois terços virão para o Rio Grande do Norte. Duplicaremos nossas possibilidades hídricas, de 15 milhões de litros por segundo para 30 milhões, vazão suficiente até para disponibilizar água para a Região do Mato Grande. Entre o Rio Açu e o município de Jandaíra, existem 53 mil hectares de boas terras para irrigação. Em Touros,há outra área de 10 mil hectares precisando de água. O Rio Grande do Norte está preparado para receber as águas do Velho Chico. Com segurança hídrica, ninguém evitará a explosão do agronegócio.



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